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Hábitos de risco para a saúde que contribuem com a perda auditiva

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por Kendra Chihaya
Qui, 13 de Junho de 2013 23:39
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Pesquisas em todo o mundo apontam que o cigarro, consumo indevido de bebidas alcoólicas, excesso de ruído, doenças relacionadas ao estresse e pressão alta são as principais causas de perda auditiva incapacitante

 

De acordo com Organização Mundial de Saúde – OMS, cerca de 360 milhões de pessoas no mundo que sofrem de perda auditiva incapacitante. Destes, um terço, ou um total de 165 milhões é formado por pessoas acima de 65 anos e 32 milhões por crianças e adolescentes com idade igual ou inferior a 15 anos de idade.

 

No Brasil os dados também são alarmantes. Segundo o censo realizado em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-IBGE, cerca de 9,7 milhões de brasileiros possui deficiência auditiva, o que representa 5,2% da população brasileira. Já, a OMS (2011) afirmou que 28 milhões de brasileiros sofrem algum tipo de problema auditivo, o que revela um quadro no qual 14,8% do total de 190 milhões de brasileiros têm problemas ligados à audição. Por outro lado, Sociedade Brasileira de Otologia – SOB afirma que cerca de 15% a 20% da população no país tem zumbido, sintoma que também indica perda auditiva.

 

Segundo a Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia- SBFa, estes números poderiam ser menores se alguns hábitos negativos, tanto para a saúde quanto para a perda auditiva, fossem alterados. Quebrar estes maus hábitos de saúde, que vão se acumulando durante o tempo, pode ser o limite entre desenvolver ou não problemas auditivos no futuro.

 

O problema auditivo além de fazer parte do envelhecimento humano, também pode ser associado a fatores que incluem o tabagismo, consumo excessivo de álcool, exposição a altos ruídos no passado, recorrentes infecções do ouvido, algumas doenças sistêmicas como diabetes e problemas cardíacos ou a fatores genéticos.


FUMAR

cigarro ouvido thumb[7]O tabagismo/cigarro, de acordo com estudo publicado no periódico Tabacco Control, é responsável por 1/3 dos problemas auditivos no mundo. Segundo pesquisa conduzida pela Faculdade de Medicina da Universidade de Nova York (EUA) a fumaça tóxica do cigarro rompe os vasos sanguíneos do ouvido interno, alterando sua capacidade de transmitir vibrações. Problema que, segundo os pesquisadores, também atinge os fumantes passivos. Quanto maior exposição à fumaça tóxica, maiores os riscos de desenvolver problemas auditivos, além de doenças cardíacas e câncer de pulmão.

 


BEBER

alcoolismoEnquanto especialistas em saúde concordam que uma taça diária de vinho tinto é saudável para o coração e a audição, devido ao o composto fenólico "resveratrol", presente no vinho tinto e nas uvas vermelhas, que possui efeitos antiinflamatórios e antioxidantes no organismo. Uma vida de excessos de indulgência pode destruir mais do que o seu fígado. Especialistas em saúde acreditam que o álcool pode interferir com a capacidade do cérebro para interpretar o som, especialmente aqueles nas frequências mais baixas, e criar um ambiente tóxico no próprio ouvido interno, que é prejudicial para as células ciliadas da cóclea. Pesquisa conduzida pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e publicada na Revista Brasileira de Otorrinolaringologia em 2007, revelou que 67,57% dos indivíduos pesquisados, após consumo excessivo de álcool, apresentaram alterações na audiometria. De acordo com os pesquisadores da UFSM, o álcool em excesso é considerado uma droga “ototóxica” (tóxico para o ouvido interno), pois interfere na audição e no equilíbrio do indivíduo, causando efeito deletério no aparelho vestíbulo-coclear humano


EXCESSO DE RUÍDO

12455003A exposição constante a níveis de ruído elevados (superiores a 80 dB) pode causar uma perda auditiva que não se percebe no início, se instala silenciosa e lentamente e é definitiva. A SBO aponta que cerca de 30% a 35% das perdas de audição são creditadas à exposição a sons intensos, sejam eles em ambiente profissional ou em lazer (como shows ou aparelhos eletrônicos), bem como, ao aumento do nível de ruído nas grandes cidades. Além dos problemas auditivos, o ruído pode causar também problemas, extra auditivos, como: insônia; cansaço; estresse, depressão, hipertensão, perda de atenção, perda de concentração, perda de memória, problemas de equilíbrio, queda de rendimento escolar e profissional. Já a OMS afirma que 5% dos problemas auditivos em todo o mundo são causados pelo mau uso de fones de ouvido e aparelhos de reprodução sonora individual como MP3 e Ipods que são tão potentes podendo atingir uma intensidade sonora de até 120dB, em seu volume máximo. Para se ter uma ideia, isto equivale à intensidade de uma turbina de avião durante a decolagem!.


 

Não realizar check-ups médicos

EMAGRECIMENTO GORDA COMENDONa lista das doenças que podem ocasionar perda auditiva também se encontra taxa de glicemia alta, colesterol alto, diabetes, alterações emocionais, problemas cardiovasculares, além do uso indevido e não controlado de alguns diuréticos e antiinflamatórios. Segundo o Professor Titular de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) - Dr. Ricardo Ferreira Bento, vários fatores, além de doenças, podem provocar ou agravar problemas auditivos. Nesses casos, deve-se investigar e tratar a causa. Mesmo que a maioria das pessoas desenvolve perda auditiva relacionada à idade, às vezes, pode haver outra razão para que você não ouça bem. Um exame físico anual pode ajudar a determinar se a sua perda auditiva está relacionada a uma obstrução no ouvido ou outro problema de saúde que, uma vez tratados, podem restaurar a audição ou prevenir danos maiores, como a perda auditiva permanente. Por isso que cuidar da saúde, ter uma alimentação balanceada e realizar com frequência check-ups médicos e auditivos, são boas recomendações para quem quer evitar a perda auditiva.

 

triagem auditivaPor isso, que a OMS recomenda que parar de fumar, beber com moderação, evitar ambientes ruidosos, observar seu peso e sua saúde, realizar check-ups médicos anualmente, são hábitos determinantes para quem quer evitar problemas auditivos. Além disso, a entidade recomenda que todos os adultos, a partir dos 50 anos devem se submeter a triagem auditiva, mesmo que assintomáticos, como forma de identificar precocemente a doença.


 


Fonte: OMS / IBGE

 

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