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Pais mais velhos são mais propensos a terem netos autistas

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por Kendra Chihaya
Ter, 02 de Abril de 2013 15:31
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Segundo os cientistas, mutações genéticas nos espermatozoides seriam um dos fatores.


 

r-OLDER-PARENTS-large570Pesquisa liderada pelo Instituto Kings College de Psiquiatria de Londres, pelo Instituto Karolinska na Suécia e pelo Instituto do Cérebro de Queensland na Austrália e publicada, em 20 de março, no JAMA – Jornal da Associação Médica Americana de Psiquiatria revela, pela primeira vez, que os fatores de risco para autismo e outras doenças psíquicas, podem acumular-se ao longo de gerações.

Segundo os pesquisadores, homens que têm filhos em idade mais avançada, acima dos cinquenta anos, são mais propensos a ter netos com autismo e outras doenças de fundo psíquico como esquizofrenia em comparação aos avôs que foram pais mais jovens, com idade entre 20 a 34 anos.

Avi Reichenberg do Instituto de Pisiquiatria do Kings College de Londres, que coliderou o estudo disse que o trabalho mostrou pela primeira vez “que as escolhas e os estilo de vida de seus pais ou avôs podem afetar você”. E complementou, “isto não significa que você não deva ter filhos se seu pai era mais velho quando você nasceu. Porque os riscos para desenvolvimento da doença ainda são pequenos. Mas, a importância desta informação, está nos cuidados com as crianças, na triagem pós-natal. E principalmente na compreensão da forma complexa em que o autismo se desenvolve”.

Emma Frans, que liderou o estudo na Suécia disse que “este estudo vai além de determinar qual é a idade paterna de risco para desenvolvimento do autismo. Ele prova que os fatores de risco para o autismo são construídos através de gerações”.

Os pesquisadores disseram que, enquanto o mecanismo por trás do elo entre pais mais velhos e avós não é muito claro, mas pode ser explicado por mutações genéticas que ocorrem nos espermas com o tempo. “Cada vez que a s células dos espermas se dividirem, novas mutações podem ser introduzidas no genoma de uma pessoa. O risco genético pode acumular ao longo de gerações, interagir com outros fatores de risco, até atingir um limiar particular que se desenvolva o autismo nas futuras gerações”, disse Frans.

2011-02-08-Autism-EpidemicEstima-se que autismo afeta uma em cada 100 crianças nascidas no mundo, condição que atinge mais o sexo masculino que o feminino. Estudos anteriores mostram que pais com idade igual ou superior a 50 anos possuem o dobro de chances de terem filhos autistas. O distúrbio do “Espectro Autismo” pode ser causado por uma variação de fatores genéticos e ambientais. Uma pesquisa, apresentada pela revista Archives Of General Psychiatry em junho de 2012, que envolveu 500 crianças na Califórnia sugere que o autismo está ligado na poluição gerada por veículos. De acordo com o estudo, crianças que viviam em casas expostas a maior poluição atmosférica tinham três vezes chances de ter autismo, comparadas com crianças que viviam em casas com níveis mais baixos de poluição.

Mais recentemente, outro estudo publicado na revista Nature, em agosto de 2012, os pesquisadores estimaram que o crescimento de pais mais velhos seja responsável pelo aumento de 30% dos casos diagnosticados de autismo. Nesta pesquisa, a idade de um pai quando o bebê é concebido é o maior fator de risco para transmissão de mutações genéticas, sendo responsável pelo aumento no diagnóstico de distúrbios neurológicos, tais como autismo, esquizofrenia, desordem bipolar e inferior de IQ, no qual todos foram ligados a uma maior idade paterna igual ou superior aos 45 anos.

Young-adolescent-Boy-Autism-2Outra pesquisa, publicada na revista Child Development, sugere que a idade média para a triagem de espectro autismo deve começar aos 14 meses. Sabendo os fatores de risco para desenvolvimento do problema, crianças inseridas nestes fatores, se rastreadas e diagnosticadas antecipadamente, possuem mais chance de desenvolvimento de linguagem e cognição equivalente a crianças sem o problema.

“Rotineiramente administração geral e rastreamento do desenvolvimento devem começar na infância. A detecção precoce é vital para melhorar a linguagem e outros resultados cognitivos”, disse Rebecca Landa, diretora do Centro Kennedy Kreiger Instituto Autismo.

 


Sobre Autismo

O Espectro Autismo é um transtorno do desenvolvimento marcado por três características fundamentais:

  • Inabilidade para interagir socialmente;
  • Dificuldade para dominar a linguagem, para comunicar-se ou lidar com jogos simbólicos;
  • Padrão de comportamento restritivo e repetitivo.

 

O grau de comprometimento é de intensidade variável: vai desde quadros mais leves, como a síndrome de Asperger (na qual não há comprometimento da fala e da inteligência), até formas graves em que o paciente se mostra incapaz de manter qualquer tipo de contato interpessoal e é portador de comportamento agressivo e retardo mental.

 

Fatores de Risco e Causas

Cientistas acreditam que não há uma causa única. Estudos sugerem que os fatores genéticos e não genéticos desempenham um papel no desenvolvimento de um Transtorno de Espectro Autismo. Estudos também sugerem o seguinte:

  • Crianças nascidas de pais mais velhos têm um risco um pouco maior.
  • Uma pequena porcentagem de crianças que nascem prematuramente ou com baixo peso tem maior risco de ter autismo.
  • Algumas drogas prejudiciais tomadas durante a gravidez têm sido associadas a um risco mais elevado de autismo, por exemplo, ácido as drogas de prescrição talidomida e ácido valpróico.

 

Sintomas

O autismo acomete pessoas de todas as classes sociais e etnias, mais os meninos do que as meninas. Os sintomas podem aparecer nos primeiros meses de vida, mas dificilmente são identificados precocemente. O mais comum é os sinais ficarem evidentes antes de a criança completar três anos. De acordo com o quadro clínico, eles podem ser divididos em 3 grupos:

  • Ausência completa de qualquer contato interpessoal, incapacidade de aprender a falar, incidência de movimentos estereotipados e repetitivos, deficiência mental;
  • O portador é voltado para si mesmo, não estabelece contato visual com as pessoas nem com o ambiente; consegue falar, mas não usa a fala como ferramenta de comunicação (chega a repetir frases inteiras fora do contexto) e tem comprometimento da compreensão;
  • Domínio da linguagem, inteligência normal ou até superior, menor dificuldade de interação social que permite aos portadores levar vida próxima do normal.

 SintomasAutismo


Na adolescência e vida adulta, as manifestações do autismo dependem de como as pessoas conseguiram aprender as regras sociais e desenvolver comportamentos que favoreceram sua adaptação e autossuficiência.

 

Diagnóstico

O diagnóstico é essencialmente clínico. Leva em conta o comprometimento e o histórico do paciente e norteia-se pelos critérios estabelecidos por DSM–IV (Manual de Diagnóstico e Estatística da Sociedade Norte-Americana de Psiquiatria) e pelo CID-10 (Classificação Internacional de Doenças da OMS).

 

Tratamento

Até o momento, autismo é um distúrbio crônico, mas que conta com esquemas de tratamento que devem ser introduzidos tão logo seja feito o diagnóstico e aplicados por equipe multidisciplinar.

Não existe tratamento padrão que possa ser utilizado. Cada paciente exige acompanhamento individual, de acordo com suas necessidades e deficiências. Alguns podem beneficiar-se com o uso de medicamentos, especialmente quando existem comorbidades (outros problemas) associadas.



 

Referência: Emma M. Frans et al risco de autismo. Ao longo de gerações Um estudo de base populacional do avanço da idade Grandpaternal e Paternal Risco de autismo . JAMA Psiquiatria, 2013;: 1 DOI: 10.1001/jamapsychiatry.2013.1180

 

Fonte: King's College London

 

Pesquisa liderada pelo Instituto Kings College de Psiquiatria de Londres, pelo Instituto Karolinska na Suécia e pelo Instituto do Cérebro de Queensland na Austrália e publicada, em 20 de março, no JAMA – Jornal da Associação Médica Americana de Psiquiatria revela, pela primeira vez, que os fatores de risco para autismo e outras doenças psíquicas, podem acumular-se ao longo de gerações.

 

Segundo os pesquisadores, homens que têm filhos em idade mais avançada, acima dos cinquenta anos, são mais propensos a ter netos com autismo e outras doenças de fundo psíquico como esquizofrenia em comparação aos avôs que foram pais mais jovens, com idade entre 20 a 34 anos.

 

Avi Reichenberg do Instituto de Pisiquiatria do Kings College de Londres, que coliderou o estudo disse que o trabalho mostrou pela primeira vez “que as escolhas e os estilo de vida de seus pais ou avôs podem afetar você”. E complementou, “isto não significa que você não deva ter filhos se seu pai era mais velho quando você nasceu. Porque os riscos para desenvolvimento da doença ainda são pequenos. Mas, a importância desta informação, está nos cuidados com as crianças, na triagem pós-natal. E principalmente na compreensão da forma complexa em que o autismo se desenvolve”.

 

Emma Frans, que liderou o estudo na Suécia disse que “este estudo vai além de determinar qual é a idade paterna de risco para desenvolvimento do autismo. Ele prova que os fatores de risco para o autismo são construídos através de gerações”.

 

Os pesquisadores disseram que, enquanto o mecanismo por trás do elo entre pais mais velhos e avós não é muito claro, mas pode ser explicado por mutações genéticas que ocorrem nos espermas com o tempo. “Cada vez que a s células dos espermas se dividirem, novas mutações podem ser introduzidas no genoma de uma pessoa. O risco genético pode acumular ao longo de gerações, interagir com outros fatores de risco, até atingir um limiar particular que se desenvolva o autismo nas futuras gerações”, disse Frans.

 

Estima-se que autismo afeta uma em cada 100 crianças nascidas no mundo, condição que afeta mais o sexo masculino que o feminino. Estudos anteriores mostram que pais com idade igual ou superior a 50 anos possuem o dobro de chances de terem filhos autistas. O distúrbio do “Espectro Autismo” pode ser causado por uma variação de fatores genéticos e ambientais. Uma pesquisa, apresentada pela revista Archives Of General Psychiatry em junho de 2012, que envolveu 500 crianças na Califórnia sugere que o autismo está ligado na poluição gerada por veículos. De acordo com o estudo, crianças que viviam em casas expostas a maior poluição atmosférica tinham três vezes chances de ter autismo, comparadas com crianças que viviam em casas com níveis mais baixos de poluição.

 

Mais recentemente, outro estudo publicado na revista Nature, em agosto de 2012, os pesquisadores estimaram que o crescimento de pais mais velhos seja responsável pelo aumento de 30% dos casos diagnosticados de autismo. Nesta pesquisa, a idade de um pai quando o bebê é concebido é o maior fator de risco para transmissão de mutações genéticas, sendo responsável pelo aumento no diagnóstico de distúrbios neurológicos, tais como autismo, esquizofrenia, desordem bipolar e inferior de IQ, no qual todos foram ligados a uma maior idade paterna igual ou superior aos 45 anos.

 

Outra pesquisa, publicada na revista Child Development, sugere que a idade média para a triagem de espectro autismo deve começar aos 14 meses. Sabendo os fatores de risco para desenvolvimento do problema, crianças inseridas nestes fatores, se rastreadas e diagnosticadas antecipadamente, possuem mais chance de desenvolvimento de linguagem e cognição equivalente a crianças sem o problema.

“Rotineiramente administração geral e rastreamento do desenvolvimento devem começar na infância. A detecção precoce é vital para melhorar a linguagem e outros resultados cognitivos”, disse Rebecca Landa, diretora do Centro Kennedy Kreiger Instituto Autismo.

 

Sobre Autismo

O Espectro Autismo é um transtorno do desenvolvimento marcado por três características fundamentais:

Inabilidade para interagir socialmente;

Dificuldade para dominar a linguagem, para comunicar-se ou lidar com jogos simbólicos;

Padrão de comportamento restritivo e repetitivo.

 

O grau de comprometimento é de intensidade variável: vai desde quadros mais leves, como a síndrome de Asperger (na qual não há comprometimento da fala e da inteligência), até formas graves em que o paciente se mostra incapaz de manter qualquer tipo de contato interpessoal e é portador de comportamento agressivo e retardo mental.

 

Fatores de Risco e Causas

Cientistas acreditam que não há uma causa única. Estudos sugerem que os fatores genéticos e não genéticos desempenham um papel no desenvolvimento de um Transtorno de Espectro Autismo. Estudos também sugerem o seguinte:

Crianças nascidas de pais mais velhos têm um risco um pouco maior.

Uma pequena porcentagem de crianças que nascem prematuramente ou com baixo peso tem maior risco de ter autismo.

Algumas drogas prejudiciais tomadas durante a gravidez têm sido associadas a um risco mais elevado de autismo, por exemplo, ácido as drogas de prescrição talidomida e ácido valpróico.

 

Sintomas

O autismo acomete pessoas de todas as classes sociais e etnias, mais os meninos do que as meninas. Os sintomas podem aparecer nos primeiros meses de vida, mas dificilmente são identificados precocemente. O mais comum é os sinais ficarem evidentes antes de a criança completar três anos. De acordo com o quadro clínico, eles podem ser divididos em 3 grupos:

Ausência completa de qualquer contato interpessoal, incapacidade de aprender a falar, incidência de movimentos estereotipados e repetitivos, deficiência mental;

O portador é voltado para si mesmo, não estabelece contato visual com as pessoas nem com o ambiente; consegue falar, mas não usa a fala como ferramenta de comunicação (chega a repetir frases inteiras fora do contexto) e tem comprometimento da compreensão;

Domínio da linguagem, inteligência normal ou até superior, menor dificuldade de interação social que permite aos portadores levar vida próxima do normal.

 

Na adolescência e vida adulta, as manifestações do autismo dependem de como as pessoas conseguiram aprender as regras sociais e desenvolver comportamentos que favoreceram sua adaptação e autossuficiência.

 

Diagnóstico

O diagnóstico é essencialmente clínico. Leva em conta o comprometimento e o histórico do paciente e norteia-se pelos critérios estabelecidos por DSM–IV (Manual de Diagnóstico e Estatística da Sociedade Norte-Americana de Psiquiatria) e pelo CID-10 (Classificação Internacional de Doenças da OMS).

 

Tratamento

Até o momento, autismo é um distúrbio crônico, mas que conta com esquemas de tratamento que devem ser introduzidos tão logo seja feito o diagnóstico e aplicados por equipe multidisciplinar.

 

Não existe tratamento padrão que possa ser utilizado. Cada paciente exige acompanhamento individual, de acordo com suas necessidades e deficiências. Alguns podem beneficiar-se com o uso de medicamentos, especialmente quando existem comorbidades (outros problemas) associadas.