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Jogos de ação melhoram as habilidades de leitura em crianças com dislexia

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por Kendra Chihaya
Qua, 06 de Março de 2013 22:38
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Estudo da Universidade de Pádua diz que crianças disléxicas aprendem a se orientar e concentrar sua atenção de forma mais eficiente brincando com jogos de ação

 

130228124132-largePara desgosto dos pais que acham que seus filhos devem gastar menos tempo em jogos de videogames, um estudo, conduzido pela Universidade de Pádua e o Instituto Científico de Medea Bosisio Parini na Itália, afirma que os jogos de ação podem realmente fazer crianças disléxicas a concentrarem sua atenção, desenvolvendo habilidades de linguagem e leitura.

A pesquisa que foi publicada na revista Cell em 28 de fevereiro de 2013 apenas complementa trabalhos anteriores da mesma equipe que liga a dislexia com problemas iniciais de atenção visual ao invés de habilidades de linguagem. Segundo a pesquisa, 12 horas de jogos de ação em videogame obteve mais resultados na melhora das habilidades de leitura dos pacientes, do que um ano de tratamento para desenvolvimento da leitura tradicional.

"Jogos de ação melhoram em muitos aspectos a atenção visual, principalmente melhoram a capacidade de extração de informação, a partir do ambiente" disse Andrea Facoetti, coordenadora da pesquisa, que complementa: "As crianças disléxicas aprenderam a orientar e se concentrar de forma mais eficiente para extrair as informações relevantes de uma palavra escrita mais rapidamente".

Os resultados, segundo os pesquisadores, vêm como apoio para a ideia de que déficits de atenção visual estão na raiz da dislexia, uma condição que torna a leitura extremamente difícil para uma em cada dez crianças no mundo.


Sobre a pesquisa

 

Os pesquisadores primeiro testaram a leitura fonológica e as habilidades de atenção de dois grupos de crianças com dislexia. Depois, em nove sessões semanais de 80 minutos cada jogaram jogos de ação com um grupo e de jogos sem ação com o outro. Após, realizaram novamente os testes de habilidades de atenção e leitura com os dois grupos.

 

O grupo que jogou somente jogos de ação eram capazes de ler mais rápido, sem perder a precisão. Este grupo também mostrou ganhos em outros testes de atenção realizados. "Estes resultados são muito importantes para entender os mecanismos cerebrais subjacentes a dislexia, mas eles não nos colocar em posição de recomendar jogar jogos de vídeo, sem qualquer controle ou supervisão", disse Facoetti

 

Ainda assim, segundo Facoetti, há uma grande esperança de intervenções precoces em que poderiam ser aplicados em poucos recursos, o videogame como ferramenta."Nosso estudo abre caminho para novos programas de remediação, com base em resultados científicos, que pode reduzir os sintomas da dislexia e até mesmo impedir a dislexia quando aplicada a crianças em situação de risco para a dislexia, antes de aprender a ler." disse Facoetti.

 


Sobre dislexia

Dislexia1É um distúrbio neurocognitivo caracterizado por dificuldades nas áreas da leitura, escrita e soletração, ou seja, na aprendizagem da decodificação das palavras.

A dislexia, neste sentido, é a dificuldade que o indivíduo apresenta para o aprendizado e desenvolvimento adequado da leitura e da escrita. Quando a leitura é deficiente, torna-se difícil a compreensão do texto lido. Notam-se as dificuldades no período escolar e a prevalência está em torno de 7-10% da população.

Alguns sinais de que a criança pode ter dislexia são: dispersão, dificuldades de manter a atenção, atraso na fala e linguagem, dificuldade em aprender rimas e canções além de dificuldade para desenvolver a leitura e a escrita.

Como a dislexia é hereditária, se a criança possuir pais ou outros parentes disléxicos, quanto mais cedo for realizado o diagnóstico, melhor para os pais, à escola e à própria criança. Os sintomas que podem indicar a dislexia, antes do diagnóstico multidisciplinar, só indicam um distúrbio de aprendizagem. O diagnóstico do distúrbio deve ser feito por uma equipe multidisciplinar formada por Psicóloga, Fonoaudióloga e Psicopedagoga Clínica, envolvendo testes de linguagem e inteligência, e conforme o caso, os pareceres de outros profissionais como Neurologista e oftalmologista entre outros.

 

 Fonte: ScienceDaily

 

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